Projeto Incêndios Zero alerta para riscos de queimadas no Triângulo e Alto Paranaíba

Com a intensificação do período de estiagem entre os meses de junho e outubro, o risco de incêndios em vegetações torna-se uma preocupação crítica para os moradores do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Dados do Corpo de Bombeiros revelam que Minas Gerais já registrou mais de 6 mil ocorrências desta natureza apenas no primeiro semestre, evidenciando a urgência de medidas preventivas. Diante deste cenário, a campanha Incêndios Zero busca conscientizar a população sobre os perigos das queimadas irregulares.
Embora fatores climáticos como altas temperaturas e baixa umidade facilitem a propagação das chamas, a ação humana continua sendo a principal causa dos incidentes. Segundo a corporação, cerca de 60% dos focos em áreas urbanas começam em lotes vagos. No campo, o uso inadequado de fogo para limpeza de pastagens e o descarte incorreto de bitucas de cigarro em rodovias são os maiores gatilhos para grandes desastres ambientais e econômicos.
Os impactos vão além da destruição da fauna e flora. A fumaça gerada compromete severamente a saúde pública, agravando doenças respiratórias, enquanto os danos à infraestrutura são latentes. Somente neste ano, a Cemig reportou dezenas de interrupções no fornecimento de energia elétrica causadas pelo fogo, afetando milhares de consumidores na região. A recomendação das autoridades é clara: jamais utilize fogo para limpeza e, ao avistar fumaça, acione imediatamente o 193. Com informações de G1 Triângulo Mineiro.



