Mulheres são 52% do eleitorado, mas somam apenas 34% das candidaturas em 2026

Os dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições gerais de 2026 revelam um abismo entre a composição do eleitorado e a representatividade nas urnas. Embora as mulheres representem a maioria dos votantes no Brasil, com 52,8% do total, elas somam apenas 34,8% das candidaturas registradas. O índice mostra um crescimento tímido de apenas um ponto percentual em relação ao pleito de 2022.
A disparidade é ainda mais acentuada nos cargos de maior poder executivo. Na disputa pela Presidência da República, a presença feminina caiu pela metade em comparação ao último pleito, registrando apenas 15,4% de candidatas. Já nas corridas para os governos estaduais e para o Senado Federal, os índices ficam em 16,4% e 21,9%, respectivamente, evidenciando a dificuldade de inserção em cargos majoritários.
Por outro lado, as candidaturas femininas encontram maior espaço em cargos de apoio e no legislativo. A função de vice-governadora apresenta o maior índice de participação feminina, atingindo 42,9%. Nas assembleias legislativas e na Câmara dos Deputados, a proporção de mulheres gira em torno de 35%, refletindo o esforço das legendas em cumprir as cotas de gênero estabelecidas pela legislação eleitoral.
No recorte racial, os dados apontam que a paridade de gênero está mais próxima entre as candidaturas pretas e indígenas, onde as mulheres representam cerca de 44% dos registros de cada grupo. Entre os partidos, a Unidade Popular (UP) foi a única legenda a registrar maioria feminina. Em números absolutos, partidos como PL, MDB e Republicanos lideram o volume de candidatas inscritas.
Com informações de Regionalzão.


