Falhas no sistema Core Saúde MG geram cobrança da ALMG ao governo estadual

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou um requerimento exigindo explicações formais do governo estadual sobre as constantes instabilidades no Core Saúde MG. O novo sistema, que substituiu o SUSFácil em maio de 2026 para gerenciar a regulação de urgências e exames, tem apresentado falhas operacionais graves e inconsistência de dados. A medida foi motivada por relatos de profissionais de saúde que enfrentam dificuldades para transferir pacientes e monitorar atendimentos.
A deputada estadual Lud Falcão é a autora do requerimento que solicita esclarecimentos detalhados ao secretário de Estado de Saúde. Segundo as denúncias, a plataforma carece de ferramentas básicas de controle, o que compromete a agilidade necessária em casos críticos. Além dos problemas técnicos, há queixas sobre a insuficiência dos treinamentos oferecidos às equipes municipais pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG).
A transição para o Core Saúde MG, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, deveria modernizar a saúde pública mineira, mas tem gerado gargalos preocupantes em diversas regiões, incluindo o Triângulo Mineiro e o Alto Paranaíba. O governo estadual possui agora um prazo legal de 30 dias para apresentar um plano de ação e normalizar o funcionamento da rede assistencial. A fiscalização busca garantir que a população não seja prejudicada por erros tecnológicos na gestão de leitos e procedimentos. Com informações de Regionalzão.



